Sexta-feira, lá estava eu no estádio do Canindé para assistir Portuguesa x São Caetano. Primeiro tempo com as duas equipes indo pro ataque, mas gol que é bom, nada. Intervalo. Levanto, vou ao pipi house e comprar algo pra beber. Começa o segundo tempo, logo no início o juiz mostra que continua alí para não dar falta a favor da Lusa, um lateral do São Caetano entra forte nas pernas do Wilson Goiano na cara do bandeirinha, o juiz manda ele levantar e dá lateral para o Azulão. O digníssimo aqui levanta e vai descendo a arquibancada (composta de bancos de concreto em uma arquitetura assassina) para lembrar ao bandeirinha que ele tem mãe, com o olhar fixo no campo, o pé esquerdo encontra apenas um vão na arquibancada. Resultado: O Umero do braço esquerdo quebrado, uma bela ferida na cabeça e minha camisa autografada, totalmente retalhada pelos enfermeiros do hospital. A tomografia mostrou que a cabeça está inteira, porém o Umero vai precisar da ajuda de uma placa e 15 pinos pra colar de volta.
Digitando este texto apenas com uma mão + o anúncio que fiz hoje aqui de casa para um cliente da agência, já me deram noções de que não vai ser fácil esse período que vou ter que passar. Mas dizem que é preciso cair pra aprender (no meu caso aprender a olhar pro chão quando se anda).
Ah… o resultado do jogo foi 0 x 0.
P.S.: Acho que vou começar uma campanha na blogosfera para ver se ganho da Portuguesa uma camisa autografada como a que eu tinha. Afinal, além de não terem uma ambulância disponível para torcedores no estádio (a que me socorreu tiveram que tirar do gramado e estava disponível apenas para os jogadores), minha moto passou a noite no estacionamento do Canindé e teve o baú arrombado e todo o seu conteúdo roubado.











