ABORTO – Onde inicia esta obra das trevas? E o Brasil, como está ?
Neste primeiro momento em que escrevo à tão conceituada Site, gostaria de apresentar informações importantíssimas colhidas pelo Movimento em Defesa da Vida – MDV, e que devem ser divulgadas a todo cidadão Pernambucano, bem como a toda Nação Brasileira.
Em seu artigo intitulado “DE ONDE VEM O MOVIMENTO MUNDIAL A FAVOR DO ABORTO?”, o MDV diz, e nós aqui ratificamos que sempre houve um grupo muito reduzido de pessoas a favor da legalização do aborto no mundo, mas o movimento foi ganhando adeptos e se fortaleceu graças à iniciativa de um mega-bilionário americano de nome John Rockefeller III. Herdeiro de uma imensa fortuna e de uma extensa rede de instituições filantrópicas, sentiu-se atraído nos anos 50 pela questão ainda emergente da explosão populacional que “ameaçava” a soberania dos países ricos, em especial os Estados Unidos. O problema poderia ser resolvido promovendo o desenvolvimento educacional e econômico do terceiro mundo, mas em vez disso, as organizações Rockefeller resolveram utilizar-se de seus fabulosos recursos para tentar resolver o problema através do controle direto da natalidade, dentre os quais o principal método viria a ser o aborto. Em 1952 Rockefeller e mais 26 especialistas em demografia fundaram em Williamsburg o Population Council, a organização que desencadeou o projeto mundial de controle populacional. O Conselho Populacional arrastou na sua esteira, imediatamente a seguir, a imensa Fundação Ford e as próprias organizações Rockefeller e, a partir de 1990, uma quantidade extraordinariamente grande de outras e novas fundações internacionais.
A questão a nosso ver é que para John Rockefeller III e seu Conselho Populacional executarem seus projetos de controle populacional exigiria ações intermináveis de práticas anti-democráticas, como tomar decisões de interesses nacionais sem consultar a Nação, bem como o desmantelamento da Igreja em todos os seus fundamentos, a inversão de valores, o investimento para alteração dos julgamentos morais e éticos dos indivíduos e da sociedade, além da divulgação e convencimento de que não há vida humana antes do nascimento, algo impossível de se conseguir diante das evidências tecnológicas e científicas do mundo atual.
Não precisamos convencer os que promovem o aborto sobre a veracidade dessas afirmações, diz o MDV. Os que realmente planejam as ações sabem muito bem que é assim. Limitado ao jogo limpo e democrático, a questão do aborto inevitavelmente perde. Nos Estados Unidos cunhou-se a expressão “rights by steal” para designar o processo, retirada literalmente dos próprios memorandos dos que promovem o aborto, e que em português se traduziria aproximadamente como “a obtenção do direito através do assalto”. Um exemplo disso deu-se já no início do movimento pela legalização do aborto naquele País. O primeiro Estado americano a legalizar o aborto, mas apenas até o terceiro mês de gestação, foi o Colorado, em 1968. Surgiu em seguida uma contra reação tão forte nos parlamentos estaduais que ficou claro que o resultado final do processo que se desdobraria a partir daí seria claramente a favor da vida. Foi então preciso recorrer à Suprema Corte de Justiça para que, usurpando as atribuições que deveriam pertencer ao Legislativo e impedindo o livre debate democrático que estava em curso, através da apresentação de um caso de estupro ocorrido no Texas que depois revelou-se falso pela confissão dos próprios autores, o aborto pudesse finalmente ser amplamente legalizado, durante todos os nove meses da gravidez, por uma súbita imposição de cinco dos nove juízes da Suprema Corte.
Em janeiro de 1973, pela célebre decisão Roe x Wade, a Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos decidiu que o aborto deveria ser legal, em todo o país, durante todos os nove meses da gravidez, sem necessidade de que a mulher, do primeiro até o sexto mês, apresentasse nenhum motivo para pedir o aborto e, a partir daí, do sexto até o nono mês, bastando apenas que ela apresentasse qualquer motivo.
No Brasil, passados quase quatro décadas, a imprensa não divulgou ainda, uma única vez, como o judiciário americano obrigou todos os estados da federação a instituir o aborto livre e legal durante todos os nove meses da gravidez. A mídia brasileira não divulga estas notícias pelo receio de tornar a população brasileira ainda mais contrária à legalização do aborto do que ela já é.
Ora, qualquer projeto que, para vencer, deva ocultar constantemente seu modo de proceder e subverter os princípios democráticos e que, para consolidar-se, deva propor-se a destruir a Igreja, “alterar os julgamentos morais e éticos dos indivíduos e da sociedade”, e desafiar as evidências mais manifestas que surgem todos os dias graças à ciência, não poderia nunca ter sido considerado, por nenhum estrategista sensato, como um projeto de futuro. Um projeto como este, ainda que criado pelas poderosas organizações Rockefeller e Ford, é um projeto falido em seu próprio princípio.
Hoje, pertence ao senso comum espantar-se pela falta de visão do projeto do Partido Nazista alemão, do qual era possível prever a viabilidade pelas reações praticamente insuperáveis que acabaria por suscitar. No entanto, não é difícil entender que um estrategista isento, sentado junto a uma mesa de trabalho e comparando friamente ambas as propostas, teria que concluir que o projeto nazista, já insustentável a longo prazo, teria ainda assim, tecnicamente considerado, maiores probabilidades de êxito do que o projeto Ford e Rockefeller. É espantoso observar o quanto os envolvidos nestes projetos não conseguiam perceber afirmações tão evidentes.
Porém, mais espantoso do que isto, é observar agora o Partido dos Trabalhadores, que não estava envolvido com estas questões, ter decidido, com a total aprovação do presidente Lula, diante de uma população crescentemente contra a legalização do aborto, atirar-se contra a sua base e contra a Igreja que o ajudou a organizar-se. O PT, aliando seu próprio projeto político ao projeto internacional do aborto está fadado a afundar junto com ele. E, se isto já não mostrasse suficientemente um caso gravíssimo de miopia política, o Partido acrescenta-lhe a condenação unânime de dois dos seus mais valorosos militantes, que mais claramente haviam percebido as verdadeiras dimensões do problema.
Os deputados Luiz Bassuma – BA e Henrique Afonso – AC, foram apresentados à nação como homens honestos. Se o Partido queria expulsá-los, a coisa mais fácil para isso teria sido flagrá-los e acusá-los de corrupção, coisa comum entre políticos. Não conseguiu fazê-lo. Em vez disso, atestou publicamente que nada encontrou nos acusados que pudesse comprometê-los, exceto haverem defendido o direito à Vida.
Em segundo lugar, os deputados foram apresentados à nação como políticos capazes de serem fiéis aos seus ideais e às suas propostas de trabalho. O julgamento mostrou que estes homens não puderam ser comprados pela ameaça, pelo desprezo, ou pela própria expulsão do Partido a que serviam.
A violência envolvida neste julgamento do Partido dos Trabalhadores não é apenas um grave golpe à defesa da dignidade da vida humana e à liberdade de expressão no Brasil. Ela representa um sinal claro da existência de um compromisso programático contra o direito à vida por parte do atual Governo Federal.
O Brasil está enfrentando o maior e mais ordenado ataque já desencadeado contra a dignidade da vida humana que houve em sua história. É necessário esclarecer de onde ele vem, como ele age, e como o governo brasileiro decidiu envolver-se com esta agenda monstruosa.
Que Deus em sua infinita sabedoria proteja aos que vendo a luz da verdade não se omitem na luta em defesa da vida, pois nesta luta não é o grito dos infanticidas que devemos temer, é sim o silêncio dos bons.
Iraponan Chaves de Arruda – É Formado em Gestão de Segurança Pública pela Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL e é Coordenador Executivo do Comitê Pernambucano da Cidadania Pela Vida – Brasil Sem Aborto.