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18
março
2008
10:52 am
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Logo das Olímpiadas

Por causa das Olímpiadas deste ano, a China está se reestruturando, porém, o governo chinês anda explorando os trabalhadores. Para protestar, artistas e organizações estão usando a criatividade com reestudo do logotipo da competição, história em quadrinhos e cartazes.

Logotipo criado pelo Hayan Maani. [veja o original no começo deste post]:

Logo Freedom Beijing 2008

História em quadrinhos que retrata, de maneira ficcional, como foi criada a logomarca das Olímpiadas 2008:

História em Quadrinhos que retrata, de maneira ficcional, como foi criada a logomarca das Olímpiadas 2008


História em Quadrinhos que retrata, de maneira ficcional, como foi criada a logomarca das Olímpiadas 2008


História em Quadrinhos que retrata, de maneira ficcional, como foi criada a logomarca das Olímpiadas 2008


História em Quadrinhos que retrata, de maneira ficcional, como foi criada a logomarca das Olímpiadas 2008

Cartaz criado pela Anistia Internacional da Holanda. De acordo com a instituição, o governo chinês está perseguindo os ativistas políticos, jornalistas, advogados e defensores dos direitos humanos:

Anúncio de protesto

Texto: “Em nome da salvaguarda, da estabilidade e da harmonia no país durante os Jogos Olímpicos 2008. O governo chinês continua a perseguir e deter os ativistas políticos, jornalistas, advogados e ativistas dos direitos humanos. Se envolva: www.amnesty”.

Fonte: Toque Social

15
março
2008
3:40 pm
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Rogério Ceni com Pernalonga

O São Paulo Futebol Clube lança na próxima segunda-feira, uma nova coleção de produtos feitos pela Warner Bros. Consumer Products. A nova linha conta com mais de 100 itens com a marca do clube, desenvolvidos por mais de 40 licenciados da empresa norte-americana.

Segundo Marcos Bandeira, gerente geral para o Brasil da Warner Bros. Consumer Products: “O São Paulo se mostrou um parceiro sólido, ético e comprometido, o que contribui positivamente para a nossa parceria”.

A coleção, que já está à venda pela internet, conta com produtos de cama, mesa e banho, além de itens de festas de aniversários, brinquedos, papelaria e artigos domésticos em geral, como xícaras, talheres, panelas, tapetes e até mesmo uma churrasqueira portátil.

O contrato entre São Paulo e Warner tem duração de três anos e meio e, por isso, o clube ganhará de luvas um total de R$ 2,9 milhões. Além disso, o São Paulo ficará com 50% de toda receita que for arrecada com a comercialização que a empresa fará dos produtos oficiais do clube.

Com a oficialização da parceria, o São Paulo comemora o acerto do acordo inédito com a Warner e entra para um seleto grupo que conta com nomes como Barcelona e Manchester United. Todos também têm seus produtos oficiais comercializados pela empresa norte-americana.

Fonte: Máquina do Esporte


Compare preços de: São Paulo Futebol Clube no Buscapé.

4
março
2008
12:19 pm
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Novo logotipo do Grupo Votorantim

Com o intuito de deixar a marca da empresa mais leve e moderna, o Grupo Votorantim encomendou um reestudo do seu logotipo para a consultoria Interbrand Brasil, especializada em gestão de marca. E para o seu lançamento aproveitou a comemoração dos seus 90 anos.

O ícone “V”, que identifica o Grupo, foi criado em 1972 tendo como inspiração a célula inicial do Grupo, a Fábrica de Tecidos Votorantim, que deu origem a uma série de empresas reunidas sob a mesma filosofia empresarial. Em sua mais recente versão, buscou-se dar mais harmonia ao “V”. “O reflexo de luz, bem como um tom de azul mais vivo, também fazem com que o conjunto fique mais harmônico e contemporâneo”, explica Beto Guimarães de Almeida, diretor de criação da Interbrand.

O projeto prevê ainda ações que vão contribuir para o fortalecimento da imagem de “Grupo único”, com o estabelecimento de diretrizes corporativas para a exposição qualificada da marca Votorantim, tanto no Brasil quanto no exterior.

Fonte: CCSP

29
janeiro
2008
10:58 am
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“If you have a body, you are an athlete”. Pode parecer um exagero, mas não é. É verdade. Mesmo você, que não faz exercício físico, sabe disso. Já se você faz qualquer atividade física, sabe melhor do que ninguém que a afirmação é rigorosamente verdadeira. Seja como for, mais que uma simples frase, ela é a síntese da missão da NIKE que há mais de 30 anos produzia tênis e hoje fabrica desejos. Quem os compra, leva de brinde todo um ideal de vitória. Mesmo que não ganhe uma medalha sequer, em qualquer competição esportiva. Tênis e uma centena de outros produtos são apenas um endosso. Seu logotipo, que não carrega mais o nome da empresa há anos, dispensa explicações. Talvez seja a mais contundente e representativa síntese gráfica de uma marca. Nenhuma outra marca ligada aos esportes voou tão alto, nas asas de sua originalidade e relação com seus consumidores. O slogan “Just do it” passa idéia de simplicidade. Mas não é tão fácil assim inovar e se manter no topo por tanto tempo. No entanto, é o que a NIKE faz. E há décadas. NIKE é um mito que patrocina mitos.


A história
A idéia de criar a NIKE surgiu de um projeto de MBA de Phil Knight, um ex-atleta de corridas de média distância da universidade de Oregon, enquanto este freqüentava o curso de gestão administrativa da universidade de Standford. Ele acreditava que, ao importar tênis que eram fabricados no Japão, utilizando mão-de-obra barata, poderia conquistar uma parcela de mercado da marca alemã Adidas. Começou então pelos tênis de atletismo. Em 1962 foi ao Japão negociar com a marca Tiger a importação e representação de tênis para atletismo, com o objetivo de introduzi-los no mercado americano, que até aquele momento era dominado por marcas alemãs. No ano seguinte a primeira remessa de 200 pares do modelo Cortez chegava a cidade de Portland, no Oregon, costa oeste dos Estados Unidos, em nome da empresa Blue Ribbon Sports, que Phil Knight e Bill Bowerman, seu treinador de atletismo na universidade de Oregon, haviam criado. Bill prontamente modificou o modelo, incorporando ao tênis a primeira entressola completamente acolchoada, inovação radical para a época. O tênis caiu no gosto do público, e o Cortez tornou-se o modelo da Tiger mais vendido em 1968. Ambos sentiram a necessidade de um tênis que pudesse contribuir para a melhoria da performance do atleta. Bowerman decidiu então testar um solado de forma inusitada, mas que acabou dando certo: despejou borracha na chapa de waffles da esposa para criar um solado melhor. Surgia então um tênis com uma sola leve e ondulada, considerada revolucionária para a época. Começaram então a produzirem seus próprios tênis. Esta parceria não poderia ser melhor, além de grandes amigos, ambos entendiam do negócio que estavam começando. Enquanto Phil vendia os tênis no porta-malas de seu carro nas competições de atletismo, Bill cuidava do desenvolvimento e design de novos modelos. A partir daqui a tecnologia ligada ao esporte nunca mais seria a mesma. Mas os novos tênis precisavam de uma marca.

E isto aconteceu no ano de 1971, quando a jovem estudante de design gráfico, Carolyn Davidson, criou por míseros US$ 35 o famoso símbolo da marca, chamado Swoosh. O nome Nike surgiu logo depois e foi por sugestão de Jeff Johnson, ex-rival de Phil nas pistas de atletismo e primeiro funcionário da Blue Ribbon Sports, que havia sonhado com a Deusa grega da vitória, “NIKÉ” (pronuncia-se niqué). Diziam os gregos que a Deusa podia voar e correr em grandes velocidades. E nada mais apropriado para a nova marca que surgia.

A primeira aparição oficial da marca em eventos esportivos foi em 1972, nas classificatórias olímpicas realizadas no Oregon. Os atletas da maratona que usaram tênis NIKE classificaram-se entre o 4º e o 7º lugar, enquanto os atletas da Adidas conquistaram os primeiros três lugares. Foi neste mesmo ano que o Canadá se tornou o primeiro país estrangeiro a receber os produtos da marca. Neste período Bowerman melhorou o material das solas, utilizando borracha mais flexível, mais elástica e menos compacta. Em 1976, nas eliminatórias olímpicas americanas, os tênis NIKE eram vistos em abundância nos pés de jovens promessas do atletismo.


Sua verdadeira expansão internacional começou em 1978 com a entrada no mercado sul-americano e distribuição dos produtos no continente europeu. Pouco depois, em 1982, ingressou no mercado europeu de futebol ao firmar contrato de patrocínio com o time francês do Paris Saint-Germain. Nesta época a empresa já possuía uma linha de tênis com mais de 200 modelos. Depois de passar por um período difícil entre 1993 e 1994 devido a um plano de expansão, o que levou a uma queda nas vendas, re-posicionou-se: “decidimos que éramos uma empresa de artigos esportivos e não apenas uma empresa de calçados”, afirmou Phil Knight. A nova visão traduziu-se em contratos de publicidade e patrocínios que tinham como objetivo alcançar uma audiência esportiva mais ampla, patrocinando assim atletas individuais, como o jogador de golfe Tiger Woods. Em 2003, comprou a fabricante do tênis All Star, a Converse, por US$ 305 milhões. A compra da marca All Star iria ajudar a ocupar um espaço que a marca ainda não conseguiu se fixar: tênis de preço mais acessível. Em 2007 surpreendeu o mundo ao adquirir por US$ 582 milhões a tradicional britânica UMBRO, marca com uma sólida herança e com uma profunda experiência no esporte mais popular do mundo e no maior mercado de futebol do mundo, acirrando ainda mais a guerra com a rival Adidas.


A linha do tempo
1972
● Introdução de sua primeira linha de calçados, entre eles o conhecido “Moon Shoe”, com seu solado baseado em “waffles”, distribuídos largamente em competições eliminatórios de atletismo.
● NIKE BLAZER MID, tênis inspirado em um modelo utilizado pelo jogador de basquete George “Iceman” Gervin do San Antonio Spurs durante a década de 70.

1975
● NIKE ELITE, tênis de corrida que rapidamente se tornou um dos mais estrondosos sucessos da marca.

1978
● NIKE WALLY WAFFLE, BURT BRUIN e ROBBIE ROAD RACER, primeira linha da marca voltada para o público infantil.

1979
● NIKE TAILWIND, primeiro tênis com bolsas de ar no solado.
● NIKE AAPPAREL, a linha de acessórios, vestuário e equipamentos da marca.

1982
● NIKE AIR FORCE I, primeiro tênis de basquete a utilizar a tecnologia Air e NIKE AIR ACE, voltado para a prática do tênis.

1985
● AIR JORDAN, uma linha de produtos com a assinatura do jogador de basquete Michael Jordan.
● A empresa passa a produzir acessórios para o basquete e tênis.

1987
● NIKE AIR e AIR CROSS TRAINING, este último voltado para a prática da ginástica aeróbica.

1988
● NIKE Air Stab, um tênis que utilizava a nova tecnologia de estabilização chamada Footbridge.

1990

● Inauguração de sua primeira mega loja temática, conhecida como Niketown, no centro da cidade de Portland.
● NIKE AIR MAX, uma evolução do tradicional tênis NIKE Air.

1991
● Linha de acessórios FIT, uma malha têxtil de alta tecnologia.
● NIKE AIR HUARACHE, tênis que utilizava a tecnologia Huarache Fit.
● NIKE AIR MAX 180, tendo como principal característica a visibilidade de toda a bolsa de ar na parte traseira do tênis.

1994
● NIKE AIR DESCHUTZ, uma sandália que se tornou um dos produtos mais vendidos da marca.

1995
● NIKE ZOOM AIR, sistema de amortecimento de baixo perfil que oferecia proteção contra impactos.

1996
● NIKE EYEWEAR, uma linha de óculos modernos e arrojados.

1997
● NIKE TIMEWEAR, primeiro relógio especificamente desenvolvido para atletas. Com o passar dos anos inúmeros modelos foram introduzidos no mercado.

1998
● NIKE MERCURIAL, chuteira mais leve do mundo, proporcionando mais aderência e conseqüentemente maior velocidade e precisão no chute.
● NIKE AIR ZOOM M9, primeira chuteira feminina assinada pela jogadora americana de futebol Mia Ham.
● NIKE GOLF BALLS (bolas de golfe) são introduzidas.

1999
NIKEID.com, um website disponibilizando vários modelos de tênis, malas e relógios com inúmeras opções de personalização, permitindo ao cliente adaptar o modelo com suas próprias especificações, escolhendo as cores e o estilo que expressavam sua identidade. Just do it – yourself, era a mensagem da NIKE para os clientes que procuravam produtos personalizados.

2000
● NIKE AIR PRESTO, um revolucionário tênis de corrida, lançado em seis tamanhos diferentes e várias cores.

2001
● Tecnologia SHOX, um sistema extremamente moderno utilizando colunas em forma de molas nos solados de seus tênis.
● NIKE GODDESS, uma loja totalmente voltada para o público feminino, que inaugurou sua primeira unidade na cidade californiana de Newport Beach. Em 2004, a rede de lojas foi renomeada passando a chamar NIKEWOMEN.

2002
● NIKE COOL MOTION, uma tecnologia inovadora, aplicada em roupas, baseada no conceito de duas camadas. A camisa e o calção apresentam dois tecidos, um que fica em contato com a pele e tem a tecnologia DRI-FIT, e um externo, impermeável, com elasticidade e recortes em mesh (tecido com orifícios), que maximizam a regulagem térmica através do movimento do jogador.

2004
● NIKE TOTAL 90, uma linha de bolas, chuteiras e roupas voltadas para o futebol.

2005
● NIKE HERITAGE, uma linha de calçado, vestuário e equipamento que expressava a identidade da marca ao longo de sua história.
● NIKE FREE, tênis que permitia total sensibilidade e flexibilidade em alta performance.
● NIKE MAXSIGHT, lentes de contato coloridas anti-reflexo para utilização em vários esportes.

2006
● NIKE AIR MAX 360, um tênis revolucionário que não possuía entressola, apenas ar.
● NIKE+ iPod SPORT KIT, um sistema sem fios que permite que o tênis NIKE+ comunique-se com o iPod Nano, fornecendo dados sobre a corrida do atleta.

2007
● Nike AIR NATIVE N7, um tênis desenhado especificamente para os índios americanos, atendendo os requisitos de forma e largura dos pés dos nativos, com design inspirado em sua cultura. Para desenvolver o primeiro tênis para uma etnia ou raça específica, foram realizadas pesquisas com 200 índios de 70 tribos norte-americanas antes do lançamento do produto.

Nike Air: A lenda
Em toda empresa sempre existe um produto que marca literalmente sua história. Revolucionário, pioneiro e campeão de vendas. Na NIKE não foi diferente. Ela não seria o que é hoje se não fosse o NIKE AIR. Esta tecnologia revolucionária e exclusiva de amortecimento começou a ser desenvolvida em 1978, oferecendo excelente amortecimento e maior leveza aos atletas. A bolsa de ar era embutida na entressola do tênis, oferecendo uma solução durável, leve e versátil. Como a bolsa de ar não era visível, sua existência era indicada pela palavra AIR. Este sistema foi desenvolvido por Frank Rudy, um ex-engenheiro da NASA. Após aperfeiçoamentos necessários, em 1979 foi lançado o NIKE Tailwind. Essa tecnologia não parou de ser desenvolvida, até que em 1987 surgia o NIKE AIR pelas mãos do ex-atleta Tink Hatfield que projetou o modelo que revolucionaria o mercado. A força bruta e repetitiva do esporte poderia ocasionar sérios danos ao corpo e ao desempenho do atleta. Para absorver e dispersar a força destes impactos, a NIKE desenvolveu bolsas de grande volume, compostas por câmaras de ar. A bolsa de ar, agora visível, facilitava a identificação do produto. Em 1990, com pequenas modificações e variedades de modelos, foi introduzido o NIKE Air Max ’90. Seu sucessor, o NIKE Air Max 180, foi lançado mundialmente no mercado em 1991, e tinha como principal característica a visibilidade de toda a bolsa de ar na parte traseira. Dois anos depois, uma nova tecnologia chamada Blow Molding, onde as bolsas de ar, com o dobro de densidade, envolviam a parte do calcanhar, absorvendo o impacto na planta do pé, foi introduzida no NIKE Air Max ’93. No modelo NIKE Air Max ’95, a novidade era: as bolsas de ar moviam-se para a parte dianteira do pé. Com neon na parte da frente, o tênis recoberto com nubook em um degrade que ia do cinza claro ao cinza escuro e sola preta, era um modelo sem precedentes no mercado. A primeira sola com bolsas de ar em toda sua extensão que permitiam literalmente caminhar sobre o ar, foi introduzida no modelo NIKE Air Max ’97 com sua famosa cor prateada. Em 2003 foi a vez do NIKE Air Max ’03 ser introduzido no mercado. Quando todos já achavam que havia acabado as evoluções deste modelo, a NIKE surpreendeu e lançou, em 2006, um modelo revolucionário chamado Air Max 360. Sem entressola, apenas ar! É o mais leve da história deste modelo.


Uma experiência única
As lojas hoje em dia devem tornar-se algo mais do que apenas um simples lugar para compras. Devem ser um ambiente que ofereça um mundo de experiências multissensoriais, destinadas a criar um vínculo emocional com o consumidor. Pensando nisso, a NIKETOWN foi desenvolvida e criada em 1990 na cidade de Portland. A música é vibrante e tudo está relacionado ao “estilo de vida NIKE”, que faz dos esportes e seus astros o seu principal apelo. Os andares estão divididos pela finalidade de uso dos produtos - basquete, beisebol, corrida, futebol, etc. - e cada espaço tem atletas que o simbolizam. Michael Jordan e seus parceiros estão enormes nas fotos, em seus melhores momentos. A maioria dos espaços tem sons e vídeos relacionados ao esporte, criando um ambiente único. O sucesso da loja foi tamanho, que a NIKE resolveu inaugurar outras unidades em cidades como Chicago (1992), Atlanta (1993), Costa Mesa (1994), Seattle (1996) e Nova York (1996). Esta última é a Flagship (loja âncora) da marca localizada em Manhattan. O projeto e a execução consumiram 4 anos de trabalho. O prédio encontrado propiciava a transformação almejada: queriam que a loja parecesse os antigos grandes ginásios urbanos encontrados nas metrópoles americanas. A fachada é exatamente isto. Depois vieram as unidades de Boston (1997), Honolulu (1997), Denver (1999), Miami (1998), Londres (1999), tornando-se a primeira loja internacional da marca, seguida pela de Berlin e finalmente Paris (2003), no luxuoso endereço da Champs d’Elysees.


A sede
A sede mundial da NIKE, conhecida como World’s Headquarters (WHQ), está localizada em Beaverton, uma pequena cidade localizada no estado de Oregon, no Condado de Washington. As suas instalações verdejantes, perto de Portland, refletem a sua obsessão pelo esporte. O complexo é formado por 16 enormes prédios que mais parecem uma universidade. Em nenhum outro lugar isso se torna mais evidente do que no edifício de design de calçados, conhecido como Nike Sports Research Lab (NSRL), cuja atmosfera lembra muito o ambiente estudantil. O edifício é impressionante: há campos para a prática esportiva e ambientes climatizados controlados por computador. Esses laboratórios climatizados permitem que os engenheiros testem os produtos em atletas simulando as mais variadas condições climáticas, controlando temperatura e umidade. Cada prédio tem o nome de um atleta, que foi ou é, essencial para o crescimento da empresa. John McEnroe, Steve Prefontaine e Michael Jordan são homenageados em cada prédio. Suas imagens enormes estão estampadas nas paredes externas em momentos gloriosos. Os funcionários (mais de 5 mil trabalham lá) são pessoas ativas que tiram vantagem da enorme estrutura esportiva que o complexo possui. Uma vida saudável é a palavra de ordem aqui. Pistas de cooper, campos de futebol, quadras de tênis, piscinas cobertas e climatizadas e duas enormes e modernas academias batizadas com nome do ciclista Lance Armstrong e do jogador de futebol americano Bo Jackson, dois importantes atletas que foram patrocinados pela empresa. Sem contar os instrutores e um completo programa de treinamento a disposição. O complexo conta ainda com restaurantes, uma mega-loja para funcionários (Beaverton Employee Store) e paisagens naturais belíssimas. Anexa ao complexo está localizada a Air Factory, fábrica onde são produzidos e testados os modelos NIKE AIR. Em uma visita guiada é possível acompanhar todas as etapas e as tecnologias utilizadas na produção do modelo mais famoso da empresa.


Campanhas que fizeram história
A história da NIKE com a propaganda é recheada de momentos marcantes. Começou em 1977 com um de seus primeiros slogans que dizia: There is no finish line. A sorte da marca começou a mudar em 1982, quando a agência Wieden & Kennedy foi fundada em Portland. Segundo muitos, foi criada justamente para atender a conta publicitária da NIKE que se tornaria seu cliente mais fiel e conhecido. E a primeira grande campanha foi um verdadeiro sucesso. Chegou em 1988 com o famoso slogan JUST DO IT. Muito mais que um simples slogan, esse conceito transformou-se em uma espécie de declaração universal dos objetivos de todo atleta, em qualquer parte do mundo. A idéia de que, diante do esforço, não há fronteiras, é a expressão moderna dos ideais gregos, que praticavam o esporte como busca da perfeição e do belo. Porém, o melhor ainda estava por vir. Em 1989, a campanha estrelada pelo astro Bo Jackson, um atleta versátil, jogador de futebol americano e baseball profissional, introduziu no mercado um dos slogans mais famosos da publicidade americana: BO KNOWS.


A controvérsia sempre esteve presente em suas campanhas publicitárias. E uma das que mais causou discórdia foi a campanha para as Olimpíadas de Atlanta em 1996. O slogan You Don’t Win Silver — You Lose Gold, ia contra todo o ideal olímpico de confraternização, onde o importante é competir. As críticas surgiram de todos os lados, inclusive dos atletas que conquistaram medalhas de Prata e Bronze. A NIKE não deu bola e seguiu em frente. A marca foi eleita anunciante do ano em 1994 e 2003.


Uma campanha de US$ 100 milhões
Em março de 2002, vésperas da Copa do Mundo de Futebol, a NIKE iniciou uma campanha mundial de marketing estimada em US$ 100 milhões, criada em torno do que chamou de “Secret Tournament”. A fase “provocativa” da campanha começou em março com propagandas que não mostravam mais do que um par de chuteiras de futebol e um escorpião, um símbolo do “estilo rápido e mortal de jogo” com o qual a NIKE queria ser identificada. Para os curiosos, havia uma referência ao endereço eletrônico nikefootball.com, onde os visitantes poderiam jogar videogames e aprender mais sobre o torneio em 12 idiomas. A fase de “excitação” do torneio começou em abril, com uma série de comerciais retratando um ambiente sombrio e agressivo que evocava a Austrália pós-apocalíptica do filme Mad Max e a alienação do Clube da Luta. Clique no botão play abaixo para assistir ao comercial.


Oito equipes de três jogadores, compostas pelas principais estrelas do futebol mundial como Ronaldinho Gaúcho, Thierry Henry, Francesco Totti, Roberto Carlos, Hidetoshi Nakata, Edgard Davids, Luis Figo, Javier Saviola, Lilian Thuram, Ronaldo, Denílson, Hernan Crespo e até o aposentado francês Eric Cantona, no papel de mediador, disputavam um torneio de partidas do tipo morte-súbita em um pequeno campo dentro de uma jaula de aço em um barco.


Por fim a fase de “envolvimento” da campanha foi lançada em junho, quando a marca instituiu campos na Cidade do México, Tóquio, Roma e em 10 outras cidades para realizar torneios para jogadores iniciantes. Quase dois milhões de jogadores participaram. Na época da Copa do Mundo de 2002, realizada em junho, a NIKE fez sentir sua presença no mundo do futebol. Oito dos 32 participantes usaram uniformes da marca, inclusive o Brasil, que venceu a competição pela quinta vez. No jogo final, Ronaldo fez dois gols usando um par de chuteiras cromadas Nike Mercurial Vapors. Foi justamente esta Copa do Mundo que mudou a história da marca. Pela primeira vez as vendas internacionais superaram as receitas americanas. Em 2003 os calçados para futebol tiveram crescimento nas vendas de 46%. O futebol deu a Ásia à NIKE. A empresa, que já havia somado pontos importantes no continente com as roupas, tênis e acessórios para beisebol e basquete, conquistou de vez japoneses, chineses e coreanos com a febre da bola que tomou conta da região neste início de século.

O marketing esportivo
Por ano a NIKE desembolsa US$ 1.6 bilhões, que corresponde a 10% de seu faturamento anual, em publicidade e contratação de atletas renomados como garotos-propaganda. A história começou com a tenista romena Emma Ballard, primeira atleta a firmar contrato para utilização dos tênis NIKE em 1972. A outra parte da história teve início com o corredor de longa distância americano Steve Prefontaine, patrocinado pela empresa em 1973 e conhecido não apenas por ter batido todos os recordes americanos entre os 2.000 e 10.000 metros na década de 70, mas também por sua determinação e beleza. Steve morreu tragicamente aos 24 anos em um acidente de automóvel, pouco antes das Olimpíadas de 1976, em Montreal, no Canadá. Sua história virou filme, e a NIKE seguiu em frente. Outros atletas assinaram contratos com a empresa como o controverso tenista John McEnroe (1978); o corredor Carl Lewis (1980), o jogador de basquete da Universidade da Carolina do Norte chamado Michael Jordan (1985), que viria se tornar seu mais conhecido garoto-propaganda; o tenista André Agassi (1988); o jogador Ronaldo (1994); o golfista, até então amador, Tiger Woods (1996); o jogador Ronaldinho Gaúcho (1998); o astro do basquete LeBron James (2003); entre muitos outros. Esse time de astros é muito mais que apenas atletas patrocinados. São colaboradores. Eles testam os produtos e sugerem inovações. Nas Olimpíadas de Atlanta em 1996, o velocista Michael Johnson usou uma criação sua, o Gold Shoe, uma sapatilha dourada (mais leve calçado esportivo já projetado). Tornou-se, aos 29 anos, o único homem até então a vencer as provas de 200 e 400 metros rasos na mesma Olimpíada. Outro exemplo é a chuteira Mercurial, criada a partir de informações do jogador Ronaldo e testada por ele até a versão final. O mesmo ocorreu com a chuteira Tiempo, usada por Ronaldinho Gaúcho.


Um esporte em especial foi essencial para o crescimento da marca, o futebol, considerado o esporte número um do mundo. Em 1994, a marca possuía apenas 2% do mercado de equipamentos para futebol. Para derrotar a marca líder do mercado, a Adidas, se concentrou em jogadores de futebol jovens e talentosos. Para atingir esses atletas, assinou contratos de propaganda com astros da Argentina, Grã-Bretanha, Brasil, Portugal, México, China e Japão. Também procurou jogadores que expressassem e incorporassem um estilo de futebol mais rápido e centrado no ataque “em contraste com o estilo defensivo e metódico conhecido como futebol alemão”, uma clara provocação a sua rival germânica. Ao associar sua imagem à de estrelas de diferentes esportes, a empresa quer comunicar que todos nós podemos ser atletas, desenvolver aquele espírito competitivo retratado em suas campanhas publicitárias e, quem sabe, chegar lá um dia.


A evolução visual
A NIKE é o sonho de toda a marca, o branding em seu estado puro. Seu logotipo sofreu grandes alterações no decorrer dos tempos. E não é que o conhecido Swoosh se tornou um dos símbolos mais conhecidos e respeitado do planeta. Parece fácil falarmos isso agora. Mas imaginem que em 1971 a estudante de design gráfico, Carolyn Davidson, criou o que viria a se tornar um dos símbolos mais famosos do mundo. Ousaram, investiram e principalmente apostaram na verdadeira essência da propaganda para que o logotipo pudesse dispensar o nome da marca. O resultado todo mundo pode ver hoje, uma das marcas com maiores índices de respeitabilidade e relação emocional com o consumidor.


O gênio por trás da marca
O cidadão Philip Hampson Knight nasceu no dia 24 de fevereiro de 1938 em Oregon. Era apenas um corredor esforçado, que pertenceu à equipa de atletismo da Universidade de Oregon e que teve como treinador Bill Bowerman. No final do seu MBA, em Stanford, apresentou um relatório de pesquisa baseado na teoria de que os japoneses poderiam fazer no calçado desportivo o mesmo que faziam com as câmaras de vídeo: transformá-lo num produto barato e de qualidade. Era o embrião do que seria a NIKE. Ele tinha um sonho. Ele venderia tênis. Ele venderia sonhos. Ele ficaria rico. O resto da história é uma saga envolta em um ideal de vitória. Em 25 de maio de 2004 sofreu seu mais duro golpe quando seu filho, Matthew Hatfield Knight, morreu enquanto praticava mergulho no lago Ilopango, 14 km a oeste de San Salvador. O fundador da NIKE, trigésimo homem mais rico dos Estados Unidos, com fortuna avaliada em US$ 9.8 bilhões, tem como principais hobbys a história asiática, o golfe, o cooper e o tênis. Sua paixão pela empresa é tamanha que tem o logotipo da NIKE tatuado em seu tornozelo.


Os dados
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 1972
● Fundador: Phill Knight e Bill Bowerman
● Sede mundial: Beaverton, Oregon
● Proprietário da marca: Nike Inc.
● Capital aberto: Sim (1980)
● Chairman: Phill Knight
● Presidente & CEO: Mark Parker
● Faturamento: US$ 16.3 bilhões (2007)
● Lucro: US$ 1.5 bilhões (2007)
● Valor de mercado: US$ 27.4 bilhões (2007)
● Valor da marca: US$ 12 bilhões (2007)
● Lojas: + 200 (Niketown, Nike Women e Nike Factory Outlets)
● Fábricas: + 700 (empregando indiretamente 650 mil pessoas)
● Presença global: 200 países
● Presença no Brasil: Sim
● Maiores mercados: Estados Unidos e Japão
● Funcionários: 28.800
● Segmento: Vestuário esportivo
● Principais produtos: Calçados esportivos, relógios, óculos, roupas e acessórios
● Outros negócios: Converse All-Star, Umbro, Bauer, Hurley e Cole Haan
● Ícones: Swoosh, Michael Jordan, Nike Air, Phill Knight, o slogan “Just Do It”
● Slogan: Just do it.
● Website: www.nike.com

O valor
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca NIKE está avaliada em US$ 12 bilhões, ocupando a posição de número 29 no ranking das marcas mais valiosas do mundo, além de ocupar a posição de número 18 no ranking das marca mais influentes do mundo. A empresa também ocupa a posição de número 158 no ranking da revista FORTUNE 500 (empresas de maior faturamento no mercado americano).

A marca no mundo
A empresa tem cerca de 28.000 funcionários no mundo, operando 200 outlets próprios (Nike Factory Outlets), além das lojas Niketown e NikeWomen, tendo seus produtos vendidos em mais de 180 países. Os produtos direcionados ao público feminino atualmente geram um faturamento de quase US$ 3 bilhões, 20% das vendas totais da marca. Os 250 milhões de pares de tênis vendidos por ano garantem um faturamento de US$ 16.3 bilhões.

Curiosidade
● A NIKE, líder mundial em vendas de material esportivo, só é a número 2 do mercado na Europa perdendo apenas para a Adidas em países como França, Espanha e Alemanha e na Inglaterra onde a marca Umbro, agora de sua propriedade, é líder de mercado.

Fonte: Mundo das Marcas (ctrl C + ctrl V)

10
janeiro
2008
4:57 pm
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xerox-novo-logo.jpg

A Xerox revelou nesta semana a sua nova logomarca, planejando se desvincular de sua antiga imagem de fabricante de copiadoras e destacar seus softwares, impressoras coloridas e outros produtos tecnologicamente avançados.

O nome da empresa em vermelho, usado em diferentes versões por 14 anos, foi trocada por uma versão em letras minúsculas. Também virá acompanhada por uma esfera vermelha marcada por um “X” branco com traços prateados.

Junto com a nova logomarca, a Xerox usará uma série de cores no marketing em vários tipos de mídias, do impresso e internet para televisões e apresentações interativas.

Fonte: Brainstorm#9

19
dezembro
2007
4:28 pm
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Dizem que se alguém não tiver um ROLEX no pulso, na verdade não há pulso. E tecnicamente se não há pulso a pessoa está morta. Você algum dia já ouviu alguém dizer que um ROLEX falhou? Pois é, um ROLEX nunca falha. Verdade? Talvez sim, talvez não, o fato é que ele é conhecido por nunca falhar. Ver as horas em um ROLEX é apenas um detalhe.

A história
Em 1905, depois de estágios em relojoarias da Suíça, o alemão Hans Wilsdorf fundou com seu cunhado, o inglês Alfred Davis, a empresa Wilsdorf & Davis. Sediada em Londres, a empresa importava, montava e distribuía relógios com mecanismos suíços. O grande sucesso teve início com decisão tomada por Wilsdorf, no ano seguinte, em especializar-se somente em relógios de pulso, um mercado emergente naquela época. A produção incluía uma variedade de desenhos de caixas: casuais, formais e esportivos. Estes modelos eram vendidos para joalheiros, que posteriormente colocavam suas próprias marcas nos relógios. Por ser de fácil pronúncia em todos os países da Europa e curto o suficiente para se adequar a um mostrador de relógio, somente em 1908 o nome ROLEX foi adotado. A escolha do nome foi arbitrária, sem nenhum significado em especial, sendo a primeira marca a utilizar o sufixo “ex”. Em 1910, Wilsdorf mandou um de seus relógios para ser testado na Escola de Horologia da Suíça. A ele foi concedida a primeira classificação de cronômetro para um relógio de pulso do mundo. Outra validação ocorreu em 1914, quando o Observatório Kew de Londres certificou um relógio de pulso ROLEX com sendo tão preciso quanto um cronômetro marítimo. Foi a primeira vez que um relógio de pulso recebeu o status de “cronômetro” - uma classificação que, mesmo nos dias de hoje, é obtida por relativamente poucos relógios. Ele reconhecia como as principais necessidades de um relógio: primeiramente manter a hora precisa. E segundo ser confiável. Com o prêmio de “Cronômetro”, a exatidão da medida do tempo foi considerada sob controle, e Wilsdorf começou a trabalhar na melhoria da confiabilidade de seus relógios. Um dos principais problemas daquele tempo era a poeira, o calor e a umidade que entravam progressivamente, através do fundo da caixa e da coroa, danificando os intrincados movimentos mecânicos. Para resolvê-lo, desenvolveu uma revolucionária coroa com dupla trava que era rosqueada na caixa como a escotilha de um submarino para criar um selo hermético. Era o surgimento, em 1926, do modelo OYSTER, primeiro relógio a prova d’água do mundo. O nome foi dado quando Wilsdorf relembrou sua dificuldade em abrir uma ostra em um jantar.

O primeiro relógio à prova de água foi inteligentemente anunciado ao redor do mundo. Naquele tempo, o público era particularmente cético se o relógio seria realmente à prova d’água. Contudo, após ver um relógio dentro de um aquário em uma vitrine, muitas pessoas eram convencidas. Esta campanha gerou uma enorme divulgação da marca ROLEX. Outro episódio que gerou divulgação para a marca ocorreu, quando no ano seguinte, uma jovem nadadora, chamada Mercedes Gleitzer, cruzou a nado o Canal da Mancha com um Rolex Oyster no pulso. Para divulgar o grande feito, Wilsdorf colocou uma foto da nadadora no jornal Daily Mail, ressaltando o feito com a frase “O maravilhoso relógio que desafia os elementos: à prova de umidade. À prova de água. À prova de calor. À prova de vibração. À prova de frio. À prova de poeira”. Se o primeiro Oyster tinha um defeito, este era a sua coroa. O relógio era hermético apenas quando a coroa estivesse rosqueada. Para desencorajar as pessoas à brincarem com a coroa, Wilsdorf veio com uma outra inovação que impulsionou a indústria relojoeira ainda mais à frente. Em 1931 inventou o rotor “perpétuo”, que literalmente dava corda ao relógio a cada movimento do pulso do usuário através de uma placa de metal semicircular, que sob a ação da gravidade, movia-se livremente para carregar a corda do relógio. O primeiro relógio automático de sucesso tornou-se a pedra fundamental do império ROLEX. O modelo Oyster Perpetual é o que realmente faz um ROLEX ser um ROLEX. Este modelo já sobreviveu às profundezas do oceano com Jacques Piccard e à conquista do Everest com Sir Edmund Hillary. Ele manteve a sua precisão em temperaturas abaixo de zero no Ártico, no escaldante Saara e na ausência da gravidade do espaço. Ignorou acidentes de aviões, lanchas e naufrágios, quebrou a barreira do som e foi ejetado de um caça a 22.000 pés. Quando chegou a Segunda Guerra Mundial, o nome ROLEX tinha tanto prestígio na Grã-Bretanha que os pilotos da Real Força Aérea (RAF) rejeitavam relógios inferiores distribuídos pelo governo e usavam seus soldos para quase esgotar o estoque inglês do ROLEX Oyster Perpetuals. A gentileza era devidamente recompensada: qualquer prisioneiro de guerra britânico cujo ROLEX fosse confiscado precisava apenas escrever para Genebra para receber sua reposição. Soldados ianques voltavam para casa com um novo souvenir em seus pulsos. E assim o romance dos Estados Unidos com a ROLEX começou.

A fama da marca aumentou ainda mais, e ROLEX tornou-se um grande símbolo de status. Em 1953, membros de uma vitoriosa expedição ao monte Everest, chefiada por Sir John Hunt, usaram o Rolex Oyster em mais um grande teste para a marca. Embora tenha vivido em Genebra por 40 anos, Wilsdorf nunca se tornou um cidadão suíço. Ele morreu como britânico em 1960. Dois anos após a sua morte, o quadro de diretores da empresa nomeou André Heiniger, aos 41 anos de idade, como o novo diretor geral da empresa. Tendo trabalhado com Wilsdorf por 12 anos, ele compartilhava a visão de seu patrão para a empresa, bem como seu alto nível de energia. Todos estes traços provaram-se inestimáveis quando a indústria relojoeira suíça começou a cair no esquecimento. A explosão do quartzo no final da década de 60 quase varreu o relógio mecânico da história. Com a substituição do trabalho intensivo do artesanato pela tecnologia digital de baixo custo, os japoneses deixaram a indústria suíça em estado crítico. Enquanto a maioria das relojoarias de Genebra, embarcava febrilmente na moda do quartzo, a ROLEX resolutamente se agarrava às suas armas mecânicas. Quando a poeira assentou, mais da metade dos produtores de relógios de Genebra havia falido. Um terço dos sobreviventes, incluindo nomes de prestígio como Omega, Longines, Tissot e Rado, foram incorporados por consórcios de investidores privados para evitar a falência. Este destino não afligiria a ROLEX.

A linha do tempo
1928: ROLEX Prince, com mostrador duplo e caixa retangular, se tornou um campeão de vendas.

1931: ROLEX Perpetual Rotor, com mecanismo que viria a ser utilizado em todos os relógios do mundo.

1945: ROLEX Oyster Datejust, primeiro relógio a mostrar a data automaticamente.

1953: ROLEX Oyster Submariner, um relógio resistente até 200 metros de profundidade.

1954: ROLEX Oyster GMT Master, um relógio que possibilitava ver as horas em 2 zonas diferentes. Este modelo foi originalmente desenvolvido a pedido da companhia aérea Pan Am Airways, para assistir seus pilotos em vôos transcontinentais.

1956: ROLEX Oyster Day-Date, relógio que não só mostrava o dia do mês como também o dia da semana em 26 idiomas diferentes.

1961: ROLEX Cosmograph Daytona, primeiro relógio da série Oyster com cronógrafo. Este modelo, que possui mostrador chamativo com grandes índices, ficou famoso por ser usado pelo ator Paul Newman no final dos anos 60. Hoje, o modelo em aço inox com mostrador branco, igual ao que o ator utilizou é um dos relógios mais cobiçados dos Estados Unidos.

1971: ROLEX Sea-Dweller 2000, primeiro relógio de mergulho com garantia até 610 metros de profundidade.

1980: ROLEX Sea-Dweller 4000, primeiro relógio de mergulho com garantia até 1.220 metros de profundidade.

1992: ROLEX Yacht-Master, um relógio cronômetro que combina todas as qualidades da linha Oyster. A versão feminina e em tamanhos menores seria introduzida dois anos depois.

A perfeição
Mais de 200 artesãos e técnicos trabalharão em um relógio antes que ele adquira a certificação da ROLEX. Antes de sair de Genebra, cada relógio é submetido a rigorosos testes de controle de qualidade. Cada mostrador, aro e coroa será checado e re-checado com relação a riscos, poeira e imperfeições estáticas. A distância microscópica entre os ponteiros de horas e minutos será caprichosamente calibrada para assegurar que permanecerão perfeitamente paralelos. Uma câmara pressurizada irá certificar que cada relógio seja impermeável até uma profundidade de 330 pés (os modelos para mergulho Submariner e o Sea-Dweeller são garantidos até 1.000 e 4.000 pés, respectivamente). E cada relógio deverá encarar um teste de precisão contra um relógio atômico. Apenas após passar por dezenas de testes um relógio recebe o selo ROLEX. Esta atenção ao detalhe limita a produção da ROLEX entre 650.000 e 800.000 relógios por ano, baseada em uma estimativa da indústria.

O marketing
Sua comunicação é baseada em patrocínios de eventos esportivos, associação com artes clássicas e reconhecimento de pessoas apaixonadas por aventura. A marca tem uma ligação muito forte com o esporte, utilizando isso como uma potente ferramenta de marketing. A ROLEX fez a sua estréia no esporte em 1927 quando a nadadora Mercedes Gleitze atravessou o Canal da Mancha usando um Rolex Oyster, o primeiro relógio verdadeiramente à prova d’água.

Desde 1933 a empresa tem sido parceira de expedições ao Himalaia e em 1953 o Oyster Perpetual foi o primeiro relógio a alcançar o ponto mais alto do mundo, o Everest, quando Sir Edmund Hillary e o sherpa Tensing Norgay atingiram o cume. No iatismo, a parceria começou em 1958, na edição da Copa América em Newport, nos Estados Unidos, quando presenteou com relógios o vencedor da competição, como reconhecimento de sua conquista. Desde então a ROLEX está presente nos eventos mais importantes do mundo da vela, onde participam os melhores profissionais do esporte, grandes executivos além de nomes da realeza da Grã-Bretanha, Espanha, Dinamarca, Grécia e Noruega. A ROLEX tem parcerias exclusivas com importantes iates clubes do mundo, como o New York Yacht Club (Estados Unidos), o Royal Yacht Squadron (Reino Unido), o St. Francis Yacht Club (Estados Unidos), o Cruising Yacht Club of Australia, o Royal Hong Kong Yacht Club, a Société Nautique de St-Tropez (França) e o Real Club Nautico de Valencia (Espanha). A ROLEX tem hoje parcerias internacionais com cinco esportes: iatismo, golfe, tênis, hipismo e automobilismo. Os patrocínios esportivos são apenas para aqueles esportes clássicos, em 90% das vezes praticados individualmente, que exijam precisão e concentração, que tenham um forte relacionamento com a imagem da marca e do produto e que sejam conhecidos pelo extremo prestígio social. Os profissionais patrocinados são sempre os melhores do mundo em seus respectivos segmentos. O mesmo acontece com as artes clássicas, como teatro e concertos de piano e também com pessoas apaixonadas por aventura, como é o caso do homem que quebrou a barreira do som pela primeira vez usando um ROLEX.

Os slogans
The Masterpiece of Watch Craftsmanship (década 40)
The large ones of the world (1950)
The Crown Of Achievement
A Crown For Every Achievement (Uma Coroa Para Cada Realização)

Os dados
• Origem: Suíça
• Fundação: 1905
• Fundador: Hans Wilsdorf & Alfred Davis
• Sede mundial: Genebra
• Proprietário da marca: Rolex SA Company
• Capital aberto: Não
• CEO: Patrick Heiniger
• Merketing Executive: Michael Phillips
• Faturamento: US$ 3 bilhões (2006)
• Valor da marca: US$ 4.58 bilhões (2007)
• Pontos de venda: + 4.000
• Presença global: + 100 países
• Presença no Brasil: Sim
• Produção: 650.000 relógios/ano
• Segmento: Relógios
• Principais produtos: Relógios e cronômetros
• Ícones: A coroa de seu logotipo e o relógio Oyster
• Slogan: The Crown Of Achievement
• Website: rolex.com

O valor
Segundo a consultoria britânica InterBrand, somente a marca ROLEX está avaliada em US$ 4.58 bilhões, ocupando a posição de número 71 no ranking das marcas mais valiosas do mundo.

A marca no mundo
E empresa possui mais de 28 filiais no mundo, tendo seus exclusivos produtos vendidos em 4.000 relojoarias e joalherias em mais de 100 países com faturamento superior a US$ 3 bilhões.

Curiosidade
• Somente em 1925, depois de uma grande campanha publicitária, foi lançada a “coroinha” logotipo da ROLEX.

Fonte: Mundo das Marcas (ctrl C + ctrl V)

6
dezembro
2007
10:34 am
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Depois do surgimento da marca HÄAGEN-DAZS, tomar um simples sorvete se tornou algo nobre, um enorme prazer. Muito mais que sabores exclusivos e exóticos, o hábito de tomar HÄAGEN-DAZS é saborear uma grife com exclusividade. Como diz o slogan brasileiro “Todo mundo se derrete por ele”.

A história
A origem do sorvete HÄAGEN-DAZS começou em 1920, quando Reuben Mattus, um jovem empreendedor polaco dotado de paixão e visão na criação de sorvetes finos, trabalhava na empresa de sua mãe vendendo sorvetes de frutas nas ruas do bairro do Bronx, na cidade de Nova York, em uma carroça. Para vender os melhores sorvetes de frutas, ele insistia na utilização dos melhores ingredientes disponíveis no mercado. O negócio da família prosperou durante três décadas, quando em 1961, Mattus e sua mulher, Rose, resolveram abrir seu próprio negócio no setor de sorvetes, em virtude da decepção com qualidade dos sorvetes servidos devido à adição de estabilizantes, aditivos, preservativos e quantidades excessivas de ar para aumentar o volume. Nomeou sua marca como HÄAGEN-DAZS, palavra que soava como se fosse dinamarquesa, pois naquela época outras marcas de sorvetes do mercado americano utilizavam nomes escandinavos ou alemães. A marca iniciou apenas com três sabores: vanilla (baunilha), chocolate e café. Reuben Mattus e sua paixão por qualidade fizeram com que seus sorvetes tivessem um sabor único. Os sorvetes eram feitos com chocolates vindos da Bélgica, café da Colômbia, enquanto a baunilha era importada da ilha de Madagascar. Inicialmente seus produtos eram encontrados somente nos cafés e gourmet da cidade de Nova York, mas não demorou muito para uma rede de distribuição ser implantada, fazendo os sorvestes chegarem à costa leste do país. Em 1973, o sorvete HÄAGEN-DAZS já era conhecido em todo os Estados Unidos. Em 1976, Doris, filha de Mattus, abriu a primeira loja sob a marca HÄAGEN-DAZS. Foi um sucesso imediato e a popularidade levou a rápida expansão das lojas por todo país. A partir de 1982 a marca começou a sua expansão internacional, ingressando no mercado japonês, que não tardou muito para se transformar no maior mercado da marca. Com a venda da empresa, em 1983, para a Pillsbury Company por US$ 70 milhões, que se comprometeu a manter a alta qualidade do produto, a marca se tornou um fenômeno global, ingressando nos mercados inglês, alemão e francês em 1987. A primeira e única fábrica fora dos Estados Unidos foi inaugurada em 1993 ao norte da França. HÄAGEN-DAZS virou sinônimo de excelência, produzindo sabores distintos como o Vanilla Swiss Almond (baunilha com amêndoas), Butter Pecan, Dulce de Leche (doce de leite), Macadamia, Cookies and Cream (sorvete de baunilha com pedaços de cookies de chocolate), Strawberry Cheesecake, entre muitos outros.

A linha do tempo
• 1986 - Introdução da nova linha chamada HÄAGEN-DAZS ice cream bar, composta por sorvetes em palitos.
• 1991 - Introdução do Frozen Yogurt.
• 1993 - Introdução do HÄAGEN-DAZS Sorbet, uma linha de sorvetes sem gordura.
• 1997 - Introdução do HÄAGEN-DAZS Dulce de Leche, um dos sabores mais tradicionais e populares da marca.
• 2000 - Introdução da linha HÄAGEN-DAZS Gelato, inspirada na Itália.
• 2004 - Introdução do HÄAGEN-DAZS light, uma linha de sorvete com 50% menos de gordura e calorias.
• 2006 - Introdução do HÄAGEN-DAZS Mayan Chooclate, um sabor que combina o tradicional chocolate com um toque de canela e introdução do HÄAGEN-DAZS Baristo, uma bebida que mistura café com sorvetes da linha light.

Os sabores
A marca HÄAGEN-DAZS possui uma enorme quantidade de sabores, muitos deles combinações exóticas, que são permanentes, como podemos ver na lista abaixo. Existem ainda as chamadas edições limitadas nos sabores German Chocolate Cake (2006 e 2007), Strawberry Shortcake (2007), Carrot Cake Passion, Cappuccino Commotion, Marsala Fig (2006 e 2007), Sweet Potato (apenas no Japão), Chestnut (apenas no Japão), Mango & Passionfruit, Caramel Apple Crumble e mais recentemente o Sticky Toffee Pudding (lançado no verão de 2007). Uma outra linha de sabores, chamada Reserve, é composta por Brazilian açaí berry sorbet (sorvete de Açaí), Amazon valley chocolate, Pomegranate chip, Hawaiian lehua honey and sweet cream, Toasted coconut sesame brittle e Pomegranate and dark chocolate bar. Somente dois sabores foram retirados de sua linha permanente em toda sua história: Carob (1983) e Honey Vanilla (1985).

Nem todos os sabores listados abaixo estão disponíveis em todos os países.
• Almond Hazelnut Swirl
• Azuki (Apenas no Japão)
• Baileys Irish Cream (sorvete de baunilha com sabor do licor Bailey’s)
• Banana Split
• Belgian Chocolate (sorvete sabor chocolate belga)
• Black Raspberry Chip
• Black Walnut
• Butter Pecan (sorvete de creme com pedaços de nozes)
• Caramel Cone (sorvete de caramelo com pedaços de chocolate)
• Cherry Vanilla (sorvete de baunilha com cereja)
• Chocolate (sorvete de chocolate)
• Chocolate Chip Cookie Dough (sorvete de baunilha com pedaços de cookies)
• Chocolate Chocolate Chip (sorvete de chocolate com pedacinhos de chocolate)
• Chocolate Peanut Butter
• Cinnamon Dulce de Leche (sorvete de doce de leite com canela)
• Coconut Macaroon
• Coffee (sorvete de café)
• Cookies and Cream (sorvete de baunilha com pedaços de cookies de chocolate)
• Crème Brûlée (sorvete de creme brulé)
• Dulce de Leche (sorvete de doce de leite)
• English Toffee
• Lemon Sorbet (sorbet sabor limão)
• Lychee
• Macadamia Nut Brittle (sorvete de baunilha com macadâmia crocante)
• Mango (sorvete de manga)
• Mayan Chocolate (sorvete de chocolate com canela)
• Mint Chip (sorvete de menta com pedaços de chocolate)
• Mocha Almond Fudge
• Mocha Chip (sorvete de café com pedaços de chocolate)
• Peaches and Cream (sorvete de creme com pedaços de pêssego)
• Pannacotta
• Pineapple Coconut
• Pistachio (sorvete de pistache)
• Pralines and Cream (sorvete de baunilha com calda de caramelo e nozes)
• Raspberry Sorbet
• Rocky Road
• Rockmelon
• Rich Milk (apenas no Japão)
• Rum Raisin (sorvete de baunilha ao rum com pedaços de uva passa)
• Strawberry (sorvete de morango com pedaços da fruta)
• Strawberry Cheesecake (sorvete de torta de cheesecake de morango)
• Triple Chocolate (sorvete de chocolate, com calda de chocolate e pedaços de chocolate)
• Vanilla (sorvete de baunilha)
• Vanilla Bean
• Vanilla Chocolate Chip (sorvete de baunilha com pedaços de chocolate)
• Vanilla Fudge
• Vanilla Caramel Brownie (sorvete de baunilha com calda de caramelo e pedaços de brownie)
• Vanilla Swiss Almond
• Waffle Cone
• White Chocolate Raspberry Truffle
• Green Tea (China, Japão, Coréia do Sul, Hong Kong, Taiwan, Tailândia e Cingapura)

Os slogans
Let your tongue travel.
The art of pure pleasure.
Made like no other.
Todo mundo se derrete por ele. (Brasil)

Anúncios
Vários anúncios foram premiados. A Häagen-Dazs adota um conceito muito bom de associação do sorvete para com as pessoas. Os 4 anúncios abaixo são apenas poucos exemplos dos anúncios premiados.




Os dados
• Origem: Estados Unidos
• Fundação: 1961
• Fundador: Reuben e Rose Mattus
• Sede mundial: Minneapolis, Minnesota
• Proprietário da marca: General Mills
• Capital aberto: Não
• Chairman & CEO: Steve Sanger
• Faturamento: US$ 1 bilhão (2006)
• Lojas: 865
• Presença global: + 50 países
• Presença no Brasil: Sim (11 lojas)
• Maiores mercados: Japão e Estados Unidos
• Sabores: 50
• Segmento: Sorveteria
• Principais produtos: Sorvetes e doces gelados
• Ícones: Os tradicionais potes de sorvete
• Slogan: Made like no other.
• Website: www.haagen-dazs.com

A marca no mundo
A marca HÄAGEN-DAZS se transformou em uma grife no segmento de sorvetes, primando pela alta e distinguível qualidade, tendo aproximadamente 865 cafés próprios ao redor do mundo, estando presente em mais de 54 países. As lojas HÄAGEN-DAZS comercializam os tradicionais produtos da marca como os picolés individuais, potes de sorvete com 473ml ou tamanho mini de 100ml e Cream Crisp (bolachas de sorvete) possuindo entre 24 a 32 sabores diferentes. Mais de 70% das suas vendas são feitas fora dos Estados Unidos.

Curiosidade
• O sorvete de Strawberry (morango) teve sua fórmula desenvolvida e aperfeiçoada por 6 anos. O sabor mais vendido no Japão é o Green Tea (chá verde), enquanto na Inglaterra os sabores Pralines & Cream, Belgian Chocolate e Vanilla (baunilha) são os mais consumidos pelo público. Já no mundo, o sabor de Vanilla (baunilha) é o campeão de vendas, seguido pelo Dulce de Leche e Chocolate.

Fonte: Mundo das Marcas

5
dezembro
2007
1:01 pm
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plagio-logo-vale-vitelli.jpg

O novo logo da Vale do Rio Doce, que passou a se chamar apenas Vale, está tendo problemas por conta da semelhança com o logo da companhia de calçados Vitelli, situada na cidade de Franca, em São Paulo.

A diretora de comunicação institucional da Companhia Vale do Rio Doce, Olinta Cardoso, tentou explicar para o pessoal do Clubeonline sobre as semelhanças entre os logotipos da mineradora e da empresa de calçados.

De acordo com Olinta, a Vale trabalha com “símbolos universais” na composição da sua logomarca. “O símbolo, um triângulo virado, como uma letra ‘V’, é comum, assim como o nome ‘Vale’. Muitas empresas carregam esse nome. Muitas outras utilizam o símbolo”, admite a diretora. “Nós não procuramos por algo exclusivo, o ‘V’ é um sinal universal”, argumenta.

Segundo a executiva, o que diferencia a Vale não é o logotipo por si só, mas toda a personalidade da marca e o trabalho de gestão de branding desenvolvido. “O símbolo tem tudo a ver com a atitude da marca. A letra ‘V’, além de remeter à Vale, faz alusão ainda à ‘vitória’, ‘valor’, atributos que se identificam com a companhia”, justifica.

Olinta diz ainda que a logomarca traz um design global: lembra um coração verde-amarelo, para destacar a origem brasileira da companhia que tem atuação no mundo. “Além disso, o verde representa o setor de mineração, remete aos vales, e o amarelo, à riqueza. O desenho todo também faz referência à cava de mineração”, explica.

Por fim, a diretora conta que a parte superior da logomarca traz o símbolo do infinito, num sinal de que a Vale atua mirando o longuíssimo prazo, contando com pesquisas com foco no futuro.

Como a empresa de calçados Vitelli atua num segmento de mercado totalmente distinto do da Vale, não há impedimento legal para a utilização dos logotipos semelhantes.

E tudo isso por módicos US$ 50 milhões que serão investidos nos próximos quatro anos para alterar todos os logotipos e nomes da empresa ao redor do mundo.

Update: Conforme informado pelo Armando Fontes do blog designGráfico, a Vitelli acionará judicialmente a Vale. Inclusive ontem, dia 04/dez, a Vitelli Calçados completou 5 anos do pedido de registro da marca sob o número 825.079.721. O registro foi feito pela Vilage Marcas e Patentes.

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