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10
fevereiro
2010
1:30 pm
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O uso dos porquês

Parece ridículo ter que recorrer ao Manual de Redação e Estilo, sempre que tenho dúvidas sobre as regras do português. Não acho ridículo buscar informações de como escrever corretamente, acho ridículo o fato das dúvidas serem sempre as mesmas. O Everton Rosa, redator que senta bem na minha frente, deve estar com o saco cheio de toda hora ter que me emprestar o seu manual.

O uso dos porquês é uma delas, posso olhar no manual 15 vezes no mês, mas sempre que preciso usá-los, corro para o “pai dos burros” escrito pelo Estadão.

Para tentar acabar com isso resolvi fazer um post. Com o tempo percebi que tenho mais facilidade de lembrar de coisas que post em todos os blogs e sites que escrevo.

Vamos ver se dá certo, se não der, pelo menos pode vir a ajudar alguém.

Por que

O por que tem dois empregos diferenciados:

Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:

Exemplos:
Por que você não vai ao cinema? (por qual razão)
Não sei por que não quero ir. (por qual motivo
)

Quando for a junção da preposição por + pronome relativo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.

Exemplo:
Sei bem por que motivo permaneci neste lugar. (pelo qual)

Por quê

Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por quê deverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.

Exemplos:
Vocês não comeram tudo? Por quê?
Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.

Porque

É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”, “para que”.

Exemplos:
Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova. (pois)
Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo. (uma vez que)

Porquê

É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.

Exemplos:
O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrada. (motivo)
Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma razão)

Via Brasil Escola

4
janeiro
2010
5:57 pm
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Peço desculpas pela falta de posts no último mês de dezembro aqui no blog. Esse que vos escreve aproveitou merecidos dias de descanso na última quinzena de dezembro.

Este post é para agradecer a todos que me visitaram durante o ano de 2009 e desejar que boas surpresas surjam na vida de todos vocês em 2010.

2010 é o ano do tigre, e assim como o animal da fauna asiática, vamos ser fortes para enfrentar mais um ano de trabalho e saltar alto para conseguirmos realizar sonhos e desejos.

Uma das minhas resoluções de ano novo é de fazer no mínimo um post por dia neste e nos meus outros dois blogs [aqui e aqui].

Hoje já é dia 4 de janeiro, portanto, ao trabalho.

9
dezembro
2009
10:58 am
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Tautologia, é o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.

O exemplo clássico é o famoso “subir para cima” ou o “descer para baixo”. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:

• elo de ligação
• acabamento final
• certeza absoluta
• quantia exata
• nos dias 8, 9 e 10, inclusive
• juntamente com
• expressamente proibido
• em duas metades iguais
• sintomas indicativos
• há anos atrás
• vereador da cidade
• outra alternativa
• detalhes minuciosos
• a razão é porque
• anexo junto à carta
• de sua livre escolha
• superávit positivo
• todos foram unânimes
• conviver junto
• fato real
• encarar de frente
• multidão de pessoas
• amanhecer o dia
• criação nova
• retornar de novo
• empréstimo temporário
• surpresa inesperada
• escolha opcional
• planejar antecipadamente
• abertura inaugural
• continua a permanecer
• a última versão definitiva
• possivelmente poderá ocorrer
• comparecer em pessoa
• gritar bem alto
• propriedade característica
• demasiadamente excessivo
• a seu critério pessoal
• exceder em muito.

Note que todas essas repetições são dispensáveis. Por exemplo, “surpresa inesperada”. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.

Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia a dia e verifique se não está caindo nesta armadilha.

28
outubro
2009
12:11 am
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Só espero que meus filhos vejam e aprendam:

P.S. U$S 1.500 de aumento? Quem souber onde, me avisem.

9
outubro
2009
5:07 pm
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O vídeo experimental abaixo é uma das coisas mais loucas e, ao mesmo tempo, mais interessante que eu já vi.

Para mais informações sobre ele acesse: neurosonicsaudiomedical.com.

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