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13
março
2010
1:31 am
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Uma das coisas que mais fiz durante minha adolescência foi ler, e boa parte dessa leitura eram de revistas de humor como Chiclete Banana. Hoje, eu edito este blog que tem como tema comunicação e artes; e quem pode afirmar que não foi minha experiência com essas revistas, cartoons, hq’s e tirinhas que não criou em mim essa paixão pelas artes?

Mesmo um pouco afastado aqui do blog, por conta de uma reestruturação na minha vida profissional, não poderia deixar de postar aqui hoje uma simples homenagem àquele que me fez rir muito com suas sacadinhas hilárias e seus personagens impagáveis.

Quando fiquei sabendo da morte do Glauco (soube tarde, apenas agora a noite) fui procurar por informações e vi que o blog Universo HQ havia aberto um post para que artistas enviassem suas homenagens. Lá, me deparei com trabalhos maravilhosos que me remeteram ao passado… tenho que confessar que o peito doeu.

A ilustração que esta neste post é do Rodrigo Ascenção do Vida em Agência, que posto aqui no blog toda segunda-feira, e faz parte desta galeria que homenageia o Glauco.

Quem me conhece sabe que sou um crítico social ferrenho e credito nossos problemas a má administração que temos neste país. Podem atirar pedras em mim, mas afirmo: um ato desumano como esse deveria acontecer com Malufs, Arrudas, Dirceus e Sarneys; não com artistas talentosos que melhoram nosso humor para seguir no dia a dia. Como escreveu o amigo Ique no seu twitter hoje: “Tragédias sociais são produzidas pelos bandidos de colarinho branco e pelas autoridades (in)competentes”.

Mas agora não é hora de criticar, e por mais indignado que eu esteja, estou muito, muito triste. Mesmo sem conhecer o Glauco pessoalmente (e ele nem soube da minha existência), estou com saudades.

Como fazer sem Geraldão, Geraldinho, Dona Marta e Casal Neura? Como vão ficar os Los 3 Amigos?

Não sou nem um pouco religioso, mas meu desejo é que haja realmente um lugar melhor que este e que o Glauco e seu filho estejam por lá hoje.

:’o(

Visite o post em tributo ao Glauco: universohq.blogspot.com/2010/03/um-tributo-ao-glauco

24
outubro
2008
3:09 pm
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Para quem ainda não viu a discussão entre Fábio Fernandes e Nizan Guanaes no MaxiMídia deste ano, vale a pena conferir no link abaixo [se estiver lendo via Feed/RSS ou pela newsletter enviada por e-mail, clique aqui para assistir]:

29
setembro
2008
9:50 am
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por Alexandre Gama [presidente e diretor geral de criação da Neogama/BBH]

Essa coisa de “crise de criatividade na publicidade brasileira” e de “necessidade de resgatar o brilho perdido” é uma falácia. É conversa de argentino e de brasileiro com baixa auto-estima. Não mudou muita coisa nos últimos anos em termos criativos para o Brasil.

A performance brasileira em filmes nos festivais internacionais, por exemplo, não está fraca porque nunca foi especialmente forte. Nos últimos sete anos em Cannes, tivemos apenas dois Leões de Ouro em Films, um deles da Neogama/BBH, em 2003, e outro da JWT, em 2005. Éramos mais fortes e fizemos nossa reputação internacional em cima da mídia impressa, essa é a verdade. E há que ser seletivo também. Nós, por exemplo, nunca participamos de festivais como Fiap ou Ojo de Iberoamerica, simplesmente porque não acreditamos na qualidade deles como organização, isenção e referência qualitativa de criatividade. Você tem que saber que régua escolhe para se medir.

Então, não existe essa coisa de “crise” da criatividade brasileira. Existe um novo ciclo que está sendo aberto com o aumento da importância das outras disciplinas da comunicação no mundo, além da propaganda. Esse novo ciclo pede uma reformulação do perfil do criativo brasileiro que trabalhava de uma maneira e agora tem que aprender a trabalhar de outra. Já faz alguns anos que tenho essa opinião e que imponho a mim mesmo e aos profissionais da minha área criativa uma mudança de perfil. Sempre fui um profissional que acreditou na força do conceito e do posicionamento, e fiz do planejamento minha base de trabalho. Fiz minha carreira e minha agência assim. Quando me associei a BBH o fiz fundamentalmente por causa da capacidade de planejamento criativa única no mundo que eles têm e com a qual me identifico como filosofia de trabalho. Trabalhamos assim já faz 4 anos e os resultados criativos já são cases. Aliás, essa é a nossa crença: case é mais importante que prêmio porque premia a agência inteira e o cliente. Os profissionais desse novo ciclo, portanto, não têm saída: terão que ser tão estrategistas quanto criativos. É claro que essa é uma capacidade que não estará em todos. Mas os que a tiverem liderarão o negócio e pautarão o novo perfil criativo. O Brasil vai bem obrigado.

Inclusive, acredito que o momento atual da economia nacional contribui para uma maior participação do país no desenvolvimento de campanhas globais. Fizemos isso com OMO, Surf, Johnnie Walker e inúmeros projetos internacionais para os quais fomos acionados em um grande pool criativo. Recebemos inclusive remuneração da BBH por projeto em que a Neogama/BBH se envolve. Mas acho que temos que parar de achar que só tendo reconhecimento internacional somos importantes. Existe essa coisa enraizada na alma brasileira que trazemos do Brasil colônia que nos faz precisar ser notados e valorizados pelos estrangeiros para nos sentirmos importantes. O Brasil hoje tem um mercado interno forte, em crescimento. A relevância do nosso mercado local nos impõe agora que olhemos também para dentro, nós que sempre buscamos historicamente o olhar para fora. Nesse sentido, nossa importância como gerador de conteúdo especifico para a realidade brasileira vai aumentar. Mesmo as empresas multinacionais que estão estabelecidas aqui sabem que tem que se voltar para o consumidor brasileiro de uma forma local e não global. E que se for global, que as equipes brasileiras façam parte do processo criativo internacional que vai gerar a campanha que será veiculada no mundo. Foi assim como OMO, por exemplo, quando conquistamos a conta.

Aqui na Neogama/BBH tenho forçado os criativos a encontrarem seus limites e aí expandi-los. Mas nossa metodologia de trabalho ajuda porque é muito própria e baseada na procura por idéias-primas, algo que só nossa rede tem. Há criativos que não se adaptam a pensar e trabalhar dentro desse jeito e naturalmente não são profissionais que se dariam bem na Neogama/BBH. Mas essa seleção natural é boa. Não queremos mesmo profissionais que sejam genéricos da área criativa, que tanto podem estar hoje aqui como em outra agência, fazendo as coisas do mesmo jeito. Nós estamos criando uma nova maneira de trabalhar comunicação e queremos mentes capazes de entender o que isso quer dizer. Nosso jeito de trabalhar é realmente o de um ovelha negra. É diferente, próprio, e focado no novo ciclo criativo.
Com relação aos clientes a resposta não é uniforme. A maioria não está preparada para entender e valorizar o esforço das agências e as mudanças empreendidas. Para ser honesto, a maioria ainda está presa a um modelo de operação que sequer permite que uma agência possa ser generalista, já que esbarraria na atribuição de uma agência especialista. Há uma minoria que já entende e pratica essa nova visão, mas são poucos felizardos que estão à frente.

Para mim, a proposição básica e mais importante do IV Congresso Brasileiro de Publicidade deve a preservação do nosso modelo de negócio, que se mostrou o melhor do mundo em termos de garantir vitalidade empresarial e qualidade ao serviço. Um modelo que permite atrair e pagar mão de obra de alta qualidade, manter o interesse na formação de profissionais nas faculdades de comunicação e dá às agências a chance de trabalhar de maneira plena e eficiente diante desse novo ciclo multidisciplinar da comunicação.

11
julho
2008
11:39 am
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O Haendel Dantas do Comunicadores publicou essas imagens e agora repasso aos meus leitores.

Terrorismo de marca. Tem como explicar?

clique na imagem para ampliar
Eat this Mac

Mickey Mouse e Ronald Mcdonald´s
5
junho
2008
10:11 am
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Publicidade, Consumo e Meio Ambiente. Este foi o tema de um dos painéis apresentados no Intercom Sul (Encontro de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) que ocorreu durante este fim de semana em Guarapuava. O evento reuniu mais de mil e cem pessoas entre estudantes e profissionais de todo o país e até do exterior. Mas afinal, o que uma coisa tem a ver com a outra? O publicitário Ricardo Schrappe da Fuego Comunicação Criativa explica: “O crescimento econômico global nunca esteve tão estreitamente ligado à degradação do planeta”.

Segundo ele, trata-se de uma questão de consumo. “Consumo que é o combustível do capitalismo, que encontra na publicidade, claro, a sua faísca”, reflete o profissional. Mas o consumo existe porque existe demanda, e a demanda não pára de aumentar porque tem cada vez mais gente no mundo. Segundo dados do último relatório divulgado pela ONU e IBGE, a população mundial, que hoje é de 6,1 bilhões de pessoas, deverá chegar a 9,3 bilhões em 2050, um crescimento de 50% e que deverá ocorrer, principalmente, nos países em desenvolvimento, que concentrarão, em 2050, 85% da população mundial. Para atender toda essa gente, em suas necessidades mais básicas, é preciso produzir, antes de qualquer coisa, mais comida. Aí é preciso produzir mais roupa, mais casas, mais hospitais, mais escolas, mais ruas e assim por diante.

Para produzir mais é preciso usar mais matéria-prima, mais metal, mais carvão, mais carne, mais boi, mais pasto, mais energia, reduzindo assim as reservas naturais e conseqüentemente prejudicando o equilíbrio do ecossistema. Segundo Schrappe o problema nunca foi tão nítido e a culpa, obviamente, recai sobre a publicidade. “Ela tem culpa, mas também tem um papel fundamental para a sociedade que é o de disseminar informações úteis sobre produtos e serviços, orientar, gerar empregos, tornar as coisas mais baratas e as mídias mais independentes”. Schrappe também argumenta que na maioria das vezes a publicidade tem o papel de dirigir o consumo para o produto anunciado em detrimento de outro que não anunciou. “Nesses casos, o consumo existiria de qualquer maneira. Cabe à publicidade diferenciar pela comunicação produtos que são cada vez mais parecidos entre si”.

Desenvolvimento sustentável
Mas a complexidade da questão vai mais longe, afinal não é a publicidade que vem fazendo produtos cada vez mais descartáveis. Segundo Schrappe, “não é a publicidade que vem diminuindo o conteúdo dos produtos. E também não é a publicidade que infesta os lixões com bandejinhas de isopor usadas para expor carnes, frios, frutas e legumes nos supermercados”.

O publicitário explica que é esta reflexão que leva ao paradoxo pós-revolução industrial: “gente sem emprego é problema social. Gente com emprego é problema mundial”. Para ele, a única saída viável é através do desenvolvimento sustentável. Para que isto ocorra é preciso haver a conscientização de cada um até a mudança na cultura empresarial.

Ao redor do mundo, também proliferam-se movimentos que buscam equacionar o problema do crescimento econômico com a degradação do planeta. Um deles é o BAWB – Business as an Agent of World Benefit, ou “negócios em benefício do mundo”. Criado em Cleveland (EUA), em 2002, este movimento busca identificar e promover casos de empresas que conseguem ser lucrativas ao mesmo tempo em que trazem benefícios concretos para as comunidades em que atuam.

Em Curitiba, será realizado o Global Forum América Latina, entre os dias 18 e 20 de junho. O evento inédito vai reunir líderes empresariais, acadêmicos, membros do governo e da sociedade civil para discutir as mudanças necessárias na cultura e nos modelos de ensino das escolas de administração. O objetivo é garantir que a próxima geração de líderes já saia dos cursos de graduação, pós e mestrados, orientados e capacitados para o desenvolvimento sustentável.

De quem é a culpa?
O publicitário Ricardo Schrappe defende que não é a publicidade que vem diminuindo o conteúdo e o formato dos produtos, confira alguns exemplos:

- O requeijão cremoso já pesou 270gramas, passou para 250g. Hoje a maioria tem 220 ou 200g. Até pouco tempo atrás o copo de requeijão era de vidro, e podia ser reaproveitado. Hoje o copo é de plástico e tão pequeno que vai para o lixo, porém não foi a publicidade a responsável pela alteração.

- O tempo de decomposição do isopor no meio ambiente é indeterminado. As bandejinhas usadas para expor carnes, frios, frutas e legumes nos supermercados são feitas exatamente desse material. Pense nisso da próxima vez que for fazer compras.

- Não é a publicidade que põe amônia no cigarro para aumentar a ação viciante da nicotina. Mas ela ajudou a vender cigarro e a formar uma cultura tabagista, mostrando imagens de pessoas bonitas, saudáveis, ricas e felizes. A publicidade neste caso tem culpa por disseminar um produto excessivamente nocivo à saúde. A lei hoje proíbe propaganda de cigarro.

- Os produtos hoje são cada vez mais descartáveis. Via de regra, duram três dias além da garantia. Como consertar sai quase tão caro quanto comprar um novo, o antigo acaba indo para o lixo.

- Não é a publicidade que cria computadores mais potentes ou celulares mais modernos a cada três meses. Ela cria o desejo de compra. Quem precisa ou acha que precisa vai lá e compra e o velho ou seminovo muitas vezes acaba indo para o lixo.

Dica da Marília Bobato da IEME Comunicação

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